sexta-feira, 3 de junho de 2011

PROJETO ALICERCE - ISMART

O ISMART concede bolsas de estudos para o Ensino Médio e Ensino Superior para alunos com alto potencial de aprendizagem
Bolsistas do Projeto Alicerce do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Santo Américo (SP) / Foto: acervo ISMART

O Projeto Alicerce, desenvolvido pelo  Instituto Social Maria Telles - ISMART é direcionado para alunos com alto potencial de aprendizagem, que estejam cursando o 7º ano (antiga 6ª série) do ensino fundamental em escolas públicas ou particulares, desde que com bolsa integral, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O objetivo do programa é propiciar que jovens de baixa renda possam pleitear uma bolsa de estudo para o ensino médio em escolas particulares de elevado padrão.
O ISMART seleciona os alunos com maiores chances de obter sucesso. Os alunos aprovados no processo seletivo poderão receber até 3 bolsas de estudos uma após a outra:

Primeira bolsa – os alunos recebem, gratuitamente, um curso preparatório de 2 anos para fazer as provas de seleção para o Ensino Médio nas melhores escolas particulares onde o ISMART atua.
Segunda bolsa - os alunos que durante o curso preparatório conseguem média geral acima de 7,0 tem boa disciplina e são aprovados nos exames de seleção das escolas particulares, recebem a bolsa para o ensino médio.
Terceira bolsa – os alunos que durante os 3 anos do ensino médio conseguem média geral acima  de 7,0, tem boa disciplina e são aprovados nos vestibulares para cursos apoiados pelo ISMART (Engenharia, Medicina, Veterinária, Administração, Economia e Direito) recebem a bolsa auxílio para cursar a faculdade.
Só podem participar da seleção do ISMART os alunos que:
- Tiverem no máximo 13 anos completos no ano de realização da prova
- Estejam cursando na escola o 7º ano do ensino fundamental (antiga 6ª série).
- Nunca tenham repetido o ano escolar.
- Sejam de família com renda per capita familiar de até R$ 620,00.

O processo de seleção é gratuito e tem 4 etapas:
1ª Etapa – teste de Português, teste de Matemática e teste de inteligência.
2ª Etapa – entrevista individual com a equipe do ISMART.
3ª Etapa – visita do ISMART à casa do aluno para conhecer os pais e a família.
4ª Etapa – atividade de avaliação em grupo com os classificados na 3ª etapa.

Sobre o ISMART
Criado em 1999, o Instituto Social Maria Telles - ISMART tem como objetivo o desenvolvimento integral de talentos de baixa renda, identificando-os em suas comunidades de origem e provendo-lhes educação formal de qualidade, além de oportunidades e experiências que lhes permitam desenvolver ao máximo os seus respectivos potenciais.
Considerando que a qualidade da educação a que um indivíduo tem acesso pode limitar ou estimular as suas possibilidades de sucesso futuro e tendo em vista que apenas 9% da população entre 18 e 24 anos está matriculada na universidade, são poucas as chances que as novas gerações têm para alcançar níveis mais elevados de desenvolvimento econômico e de progresso social. É com base neste quadro e na experiência prévia de seus instituidores em outros projetos sociais que o ISMART trabalha para preparar uma nova geração de profissionais, mais representativa do perfil socioeconômico de seu país.
O primeiro projeto, desenvolvido na cidade do Rio de Janeiro, foi o Espaço Talento que atendia em 2000 a 23 crianças. Atualmente, atende a 99 crianças e jovens distribuídos entre a 4ª série do Ensino Fundamental e o Ensino Superior.
Em 2004, suas atividades se expandiram para São Paulo, com dois novos projetos: o Alicerce e o Bolsa Talento, que somavam 65 jovens. Em 2005, o Projeto Alicerce passou a atender a 70 novos alunos: 40 na cidade do Rio de Janeiro e 30 em Fortaleza- Ceará. Em 2007 estamos atendendo 439 bolsistas.
Os alunos que atendemos hoje serão os médicos, cientistas, engenheiros, professores e líderes do futuro. Os projetos de que participam procuram qualificá-los para ingressar nas melhores universidades do país, preparando-os para o sucesso na escola, no vestibular e na vida profissional.

Contato

Programa Formare

Fundação Iochpe oferece Cursos de Educação Profissional para jovens, a partir de parcerias com empresas de grande e médio portes.
Jovens formandos do Programa Formare em Suzano (SP) / Foto: acervo Suzano Papel e Celulose

O Formare é um programa da Fundação Iochpe que, a partir de parcerias com empresas de grande e médio portes, oferece Cursos de Educação Profissional para jovens de famílias de baixa renda com idade entre 15 e 17 anos. Os cursos, que oferecem a oportunidade de formação inicial para o mercado de trabalho, têm duração de aproximadamente um ano e as aulas são ministradas pelos próprios funcionários nas instalações da empresa.
A orientação pedagógica baseia-se nas recomendações do Ministério da Educação (MEC) que prevê o desenvolvimento de competências e habilidades obtidas a partir da associação entre teoria e prática.
Os jovens capacitados pelos cursos recebem certificado reconhecido pelo MEC emitidos por instituição federal de ensino tecnológico.
Para fazer uma Escola Formare a empresa oferece instalações com cerca de 60m2 para a sala de aula, define a equipe de profissionais que atuarão na coordenação e passa a contribuir mensalmente para o Fundo de Desenvolvimento da Metodologia Formare. A partir daí, sua empresa passa a investir em Educação e transformar a realidade de jovens e comunidade.
Mais de cinco mil jovens já foram capacitados em 19 anos de história do Formare.

Sobre a Fundação Iochpe
Instituída em 1989 pela Iochpe-Maxion S/A - grupo empresarial que opera nos segmentos de autopeças e equipamentos ferroviários - a Fundação desenvolve programas nas áreas de Educação, Cultura e Bem-Estar Social realizando parcerias com entidades públicas e privadas.
Mantendo a Educação de crianças e adolescentes como prioridade, a Fundação Iochpe apóia projetos educacionais, ações de investimento social e atividades culturais, beneficiando mais de 12 mil pessoas em vários estados.
Os programas educacionais da Fundação Iochpe, nos vários níveis de ensino, objetivam promover o desenvolvimento integral de crianças e jovens, capacitando-os a exercer uma profissão, ampliando suas habilidades de expressão e comunicação, estimulando sua criatividade e reforçando assim, sua formação como cidadãos.

Contato
Al. Tietê, 618 - Casa 1
CEP: 01417-020 - São Paulo - SP
Fone: (11) 3103-8088

APRENDIZ PRÓ-MORATO

Associação comunitária desenvolve programa de qualificação e apoio para inserção de jovens no mundo do trabalho.
Jovens do curso Aprendiz Pró-Morato. Foto: acervo Pró-Morato

O Aprendiz Pró-Morato é uma ação da ONG Pró-Morato com objetivo de qualificar e inserir jovens no mercado de trabalho formal, por meio da Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097).
O Programa desenvolve atividades de formação teórica, na sede da organização, e atividades de formação prática, em empresas parceiras, durante o período de um ano.
A programação pedagógica prevê também a realização de atividades mensais de lazer e cultura, reuniões com familiares dos jovens, além de acompanhamento técnico junto a empresas parceiras. A equipe do projeto é formada por educadores, pedagogos e um psicólogo.
Desde sua criação, em 2005, já passaram pelo Aprendiz Pró-Morato cerca de 210 jovens. O Programa acompanha o jovem após sua formação. O indicador de contratação, ao final do período de aprendizagem, é de 70%. Atualmente, 73 jovens trabalham como aprendizes em 33 empresas.
O programa conta com apoio e parceria do Instituto Hedging-Griffo, desde 2007.

Quem somos
A Associação Cultural Comunitária Pró-Morato é uma ONG que teve origem em 1996, a partir de um movimento de moradores do município de Francisco Morato (SP) pela melhoria da qualidade de vida, melhores condições de infra-estrutura básica, oportunidades de emprego e redução da violência.
O município, na época, apresentava o pior índice de desenvolvimento humano da região metropolitana de São Paulo.
O movimento ampliou-se e, em 21 de março de 1998, foi fundada a PRÓ-MORATO, que, desde então, vem criando e incentivando a realização de projetos educacionais, sociais, artísticos, culturais e comunitários para o desenvolvimento da cidade e seus moradores.
Os projetos voltados para o público jovem procuram criar oportunidades concretas de formação e geração de renda para o mercado formal ou para criação ou aprimoramento de empreendimentos próprios.
A organização já atendeu cerca de 2100 jovens e suas famílias em cursos de qualificação profissional. Com apoio de diferentes parcerias, a PRÓ-MORATO desenvolve capacitações nas áreas de música, beleza, serviços e rotinas administrativas e atendimento para o comércio varejista.

Contato
Associação Cultural Comunitária Pró-Morato
Rua Progresso, 486
Centro - Francisco Morato – SP
CEP: 07901-170
Fone: (11) 4488-2469
Email: promorato@promorato.org.br
Site: www.promorato.org.br 

TRABALHO E JUVENTUDE - Instituto IBI

Instituto ibi apóia organizações sociais que desenvolvem a formação e a inserção de jovens no mundo do trabalho


Trabalho e Juventude
Jovens formandos do projeto Recofia - Rede de Capacitação Profissional / Foto: acervo Fiat

Em sua principal linha de atuação, o Instituto ibi oferece apoio técnico e financeiro a organizações da sociedade civil que desenvolvem a formação e a inserção de jovens no mundo do trabalho. O Instituto ibi reconhece a competência das organizações parceiras e investe em sua qualificação para fortalecer o processo de capacitação e inserção dos jovens no mundo do trabalho.
As áreas de formação profissional dos jovens é um critério extremamente importante para a escolha dos projetos a serem apoiados. O investimento social do Instituto ibi busca oferecer à juventude a chance de ingressar em profissões que ofereçam a possibilidade de construção de uma carreira, com perspectiva de futuro.
Além disso, procura encontrar o equilíbrio entre as demandas do mercado para jovens e suas vocações e desejos profissionais. Os projetos apoiados consideram a real existência de oportunidades de inserção na localidade onde o projeto é desenvolvido e nos setores da economia para os quais os jovens são formados.
O Instituto ibi apóia projetos em diferentes áreas, como: Hotelaria, Gastronomia e Serviços; Telemarketing; Moda, Corte, Costura e Modelagem; Náutica; Automotiva; Logística; Segurança da Informação e Inserção Produtiva.

Sobre o Instituto Ibi
O Instituto ibi de Desenvolvimento Social é uma organização privada, sem fins lucrativos, criada em abril de 2003 com o objetivo de conceber, planejar e executar a política de investimento social do Banco ibi.
Movido pela causa Juventude e Trabalho, o Instituto ibi contribui para o desenvolvimento de jovens e sua inserção no mundo do trabalho. Hoje, 3,9 milhões de jovens estão sem trabalho no Brasil, o que representa 45% do total de desempregados. Apesar desses números preocupantes, o Instituto ibi acredita que os jovens são sujeitos de direitos e têm o potencial de promover as transformações necessárias para garantir um futuro melhor ao País. Em vez de considerar a juventude um problema, a intenção é trabalhar para e com ela, encarando-a como solução.
Para isso, o Instituto ibi apóia técnica e financeiramente projetos desenvolvidos por instituições que atuam na formação e inserção de jovens no mercado de trabalho em regiões metropolitanas brasileiras. Os funcionários do Banco ibi também são convidados a atuar na causa, por meio de programas estruturados de voluntariado corporativo, que possibilitam o exercício da cidadania.
O Instituto ibi busca ainda mobilizar organizações sociais com o objetivo de promover a troca de experiências e aprendizados, além de sistematizar conhecimentos em prol da  Juventude e Trabalho. Outra frente estratégica é o estímulo à geração de conhecimento sobre a causa, com o apoio a estudos e publicações sobre o tema.
Desde sua criação, o Instituto ibi vem fortalecendo a relação com as organizações parceiras, mobilizando voluntários e atuando de maneira ativa na construção de alternativas e na consolidação de metodologias para promover a inserção dos jovens no mundo do trabalho.  Acompanhe os dados de 2007:
- Mais de R$ 9,3 milhões investidos na causa Juventude e Trabalho
- 28 projetos apoiados
- 16 instituições parceiras
- 2.622 jovens atendidos
- 72% dos jovens empregados ao final dos projetos
- Mais de 1.000 voluntários
- Mais de 40.000 horas de trabalho voluntário

Contato
Al. Rio Negro, 585   4º andar  
Ed. Padauiri  
CEP: 06454-000 - Barueri - SP

PROJETO CRESCER

Projeto criado pela Basf promove a inclusão profissional de adolescentes de baixa renda

Alunos do Projeto Crescer / Foto: acervo Basf

Criado pela BASF em 1982, o Projeto Crescer promove a inclusão profissional de adolescentes de baixa renda das comunidades de São Bernardo do Campo e Guaratinguetá.
Em parceria com as prefeituras dos dois municípios, a BASF oferece cursos profissionalizantes, prepara os adolescentes e os torna aptos a exercer e a replicar a cidadania conquistada. Além das mensalidades escolares, os participantes recebem material didático, transporte, uniforme escolar e sala de estudos, biblioteca, cursos de inglês e de teatro, educação física e sala de informática.
Em 2007 o Projeto Crescer completou 25 anos, período em que beneficiou mais de 750 jovens de baixa renda. Para marcar a data, o projeto está evoluindo para a cultura do empreendedorismo e contará com a parceria de instituições reconhecidas no Brasil, como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), SBCTrans (Companhia de Transportes de São Bernardo do Campo), a ONG Tesourinha e o Banco Real Microcrédito.
A nova fase terá início em 2008, em São Bernardo do Campo, com cursos na área de construção civil, funilaria, artefatos em couro, confecção e cabeleireiro. Em Guaratinguetá, onde alguns estudantes ainda estão concluindo a fase anterior, os novos cursos começarão a partir de 2009. A BASF mobiliza os parceiros, recruta os jovens nas suas redondezas e faz a gestão do projeto social.

Sobre a BASF
A BASF, indústria química líder mundial, está há mais de nove décadas no Brasil e acredita na força da iniciativa privada como um importante agente transformador da sociedade. Como empresa socialmente responsável, além de gerar empregos e recolher impostos, também contribui para o desenvolvimento do país, idealizando, estimulando e participando de iniciativas voltadas para a inclusão social das comunidades de baixa renda próximas às suas unidades, por meio de projetos e ações voltadas para a educação e a melhoria da qualidade de vida da população.
Essa postura de atuação corresponde ao alinhamento da empresa com o conceito de desenvolvimento sustentável, que pressupõe o equilíbrio entre as questões econômicas, sociais e ambientais. Os compromissos assumidos com o Global Compact, a Fundação Abrinq, o Instituto Ethos e o GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), entre outras tantas parcerias sociais, demonstram essa postura.

Contato
Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.600
Edifício Faria Lima Square, 14º andar
Itaim Bibi - São Paulo - SP
Fone: +55 11  3043-2461
E-mail: comunicacao.social@basf.com
Site: www.basf.com.br

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Projeto Agente Jovem


por ana.avila — Última modificação 07/07/2008 - 09:48

Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano
O Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano, compreendido como a conjugação da Bolsa Agente Jovem e da ação socioeducativa deverá promover atividades continuadas que proporcionem ao jovem, entre 15 e 17 anos, experiências práticas e o desenvolvimento do protagonismo juvenil, fortalecendo os vínculos familiares e comunitários e possibilitando a compreensão sobre o mundo contemporâneo com especial ênfase sobre os aspectos da educação e do trabalho.
O período de 15 a 24 anos pode ser subdividido em dois ciclos:
  • Aos jovens entre 15 e 17 anos, devem ser oferecidas atividades que propiciem o desenvolvimento pessoal, social e comunitário, a ampliação de trocas culturais e intergeracionais e o acesso à tecnologia, estabelecendo compromisso do jovem quanto à sua permanência no sistema de ensino. Devem ser desenvolvidas atividades direcionadas ao protagonismo no território, ou seja, participação social que contribua para o fortalecimento das relações no território e ao reconhecimento do trabalho como um direito de cidadania, por meio de experimentação.
  • O ciclo compreendido de 18 a 24 anos, caracterizado pela maioridade civil, além de atividades direcionadas ao protagonismo no território a programação deve incluir a educação para o trabalho, voltada para jovens e adultos, que possibilite a ampliação de trocas culturais, o acesso à tecnologia e a formação em competências específicas básicas e uma efetiva integração entre os programas e projetos voltados para capacitação e integração no mercado de trabalho e emprego.

  Objetivo  
  • Desenvolver ações que facilitem sua integração e interação, para quando estiver inserido no mercado de trabalho.
  • Garantir a inserção, reinserção e permanência do jovem no sistema de ensino.
  • Promover a integração do jovem à família, à comunidade e à sociedade.
  • Desenvolver ações que oportunizem o protagonismo juvenil.
  • Capacitar o jovem para atuar como agente de transformação e desenvolvimento de sua comunidade.
  • Contribuir para a diminuição dos índices de violência entre os jovens, do uso/abuso de drogas, das DST/AIDS,de gravidez não planejada.
  • Desenvolver ações que facilitem a integração e interação dos jovens, quando da sua inserção no mundo do trabalho.

Público-alvo  
  • Jovens com idade entre 15 e 17 anos nas seguintes situações:
  • que, prioritariamente, estejam fora da escola;
  • que participem ou tenham participado de outros programas sociais (medida que dá cobertura aos adolescentes e jovens oriundos de outros Programas, como o da Erradicação do Trabalho Infantil, também promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome);
  • que estejam em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social;
  • que sejam egressos ou que estejam sob medida protetiva ou socioeducativa;
  • oriundos de Programas de Atendimento à Exploração Sexual Comercial de menores;
  • 10% das vagas de cada município são necessariamente destinadas a adolescentes portadores de algum tipo de deficiência.

Regras para acessar o Programa
Receberão núcleos do Agente Jovem os municípios habilitados em Gestão Básica ou Plena obedecendo os critérios de partilha definidos pela Norma Operacional Básica – NOB/SUAS. Confira o critério de expansão.
Para conhecimento da classificação da partilha dos recursos do MDS para 2006 e exercícios seguintes deve-se verificar no link SUAS o índice SUAS alcançado pelo Município.
Ações Socioeducativas
A ação socioeducativa, enquanto intencional e planejada, constitui-se a partir de um conjunto de atividades que visam propiciar aos jovens o reconhecimento e o desenvolvimento de suas habilidades, formas de expressão, trajetória pessoal e expectativas. Momentos planejados para propiciar o convívio no grupo e na comunidade, com oportunidades e ações para o reconhecimento de direitos e deveres e o desenvolvimento de capacidades para o enfrentamento das condições de vida, buscando o fortalecimento de laços de pertencimento e a construção de projetos pessoais e sociais. O termo socioeducativo, aqui utilizado, não deve ser confundido com “medidas socioeducativas” previstas no Capítulo IV do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8.069).
O Projeto Agente Jovem baseia-se na metodologia de capacitação teórico-prática, com duração de doze meses, sendo que a capacitação teórica compreende carga horária mínima de 300 horas aula e a prática, à atuação do jovem na comunidade.

Capacitação teórica (composta por dois núcleos complementares): 
  • Núcleo Básico
    • Compreende a abordagem de temas que despertem a auto-estima do jovem, o protagonismo juvenil, permitindo que eles entendam seu poder de transformação.
    • O conteúdo programático deverá abordar temas que busquem estimular o jovem na construção de um projeto pessoa
  • Núcleo Específico
    • Compreende a seguinte temática: o jovem como agente de transformação, visando à ação comunitária nas áreas de saúde, cidadania e meio ambiente.
    • O conteúdo programático desse núcleo versará sobre questões prevalecentes nas áreas abordadas.
    • O objetivo dos núcleos é o de fazer com que a atuação do jovem contribua para a melhoria dos indicadores sociais locais.
Capacitação Prática /Atuação do Jovem na Comunidade:
O momento da atuação do jovem na comunidade constitui uma ação planejada entre a equipe técnica do gestor local e o jovem, em consonância com   a capacitação teórica . Tal atuação faz parte do processo de aprendizagem e deve ser acompanhada pelo coordenador do projeto.
A atuação do jovem deverá ser intercalada com atividades de cultura, esporte e lazer, buscando talentos existentes no grupo, tornando mais estimulantes e atraentes as atividades comunitárias.

Caso necessite de orientações:
Ligue para o telefone 0800-7072003 (Opção: Assistência Social), ou encaminhe e-mail para protecaosocialbasica@mds.gov.br, para o esclarecimento de dúvidas.

TFG - Centro Cultural, Profissionalizante / Barragem Santa Lúcia



06/08/10
Um tema muito discutido em textos como a “Arquitetura, política e autogestão. Um comentário sobre os mutirões habitacionais”, bem como no livro “Arquitetura Nova” de Sergio Fiori, é sobre a participação do usuário nas construções, a autogestão, que parte do princípio de que todas as partes envolvidas na execução do projeto devem participar da tomada de decisões, cabendo a elas todas as conseqüências decorrentes da conclusão consensual.

Podem-se identificar, basicamente, dois tipos de usuários: os que reivindicam e participam ativamente do processo construtivo – o mutirão – e os já possuidores do bem, que não participam efetivamente da construção. Os primeiros adquirem um bem com valor de uso, necessário para a sua subsistência e sem valor imediato de troca. Por atuarem incisivamente no canteiro de obras, tem-se como resultado um projeto personalizado, desenvolvido de acordo com a as demandas e vontades do consumidor/construtor. Uma vez que a necessidade é priorizada, nem sempre há o suporte técnico correto, o que confronta o padrão capitalista do pragmatismo e objetividade. Já os usuários possuidores do bem, em contrapartida, não participam ativamente do processo construtivo, sendo meros recebedores e pagantes do produto final. A menor participação desses usuários tem vantagens e desvantagens: o serviço prestado por empreiteiras e cooperativas é baseado em conhecimentos técnicos e ampla tecnologia, resultando em um bem com um acabamento superior, mas peca nos quesitos personalização e flexibilidade projetuais

É pertinente inferir que as decisões devem ser tomadas de acordo com a capacidade e limitações de cada um. Assim, não cabe ao leigo tomar a frente nos aspectos técnicos, porém, o técnico deve oferecer ao leigo todos os subsídios para a tomada de decisão.


...Qual o real papel de um arquiteto residente e formado num país subdesenvolvido? Seria este apenas a construção de mansões para a classe privilegiada dos condomínios isolados? Projetos arrojados e reconhecidos como grandes instituições públicas? Estas com certeza não seriam a forma correta de analisarmos a arquitetura de nosso país, tão carente e desigual, mas sim a maneira pré-concebida de arrecadar fundos neste paradoxo desigualdade/capitalista...

...cabe sim ao arquiteto a intervenção neste quesito; Com a nossa teoria, noção de espaço e vivência, temos muito a oferecer a esta população tão necessitada. Porém se torna necessário uma aproximação da cultura, da disposição espacial, da apropriação dos espaços, ou seja, das peculiaridades construtivas e de vivência das comunidades.

Salas de aulas, anfiteatro, centro de exposições, teatro, quadras com um complexo esportivo (visando crescimento pelo esporte inclusive pelas olimpíadas que estão por vir), oficinas, e até mesmo hortas comunitárias dariam suporte, técnica, conhecimento e acima de tudo perspectiva de um futuro mais digno. Com um local apropriado (complexo da barragem Santa Lúcia), com o auxilio governamental (facilitando a disponibilidade de terreno e construção) e de empresas privadas (entrando com o serviço prestado, ou até como rebaixamento de impostos), com cursos profissionalizantes (que poderiam ser artistas plásticos, músicos, atores, engenheiros, técnicos de computadores... Mudando de acordo com a necessidade local e momentânea) chegaríamos não a uma resposta, mas num principio de busca e sentido do nosso papel numa sociedade...